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Alojamento e restauração lideraram novos processos de insolvência em 2020

 Os setores do alojamento e restauração apresentaram o maior número de insolvências ao longo do ano passado, de acordo com o Barómetro da Informa D&B que foi divulgado quinta-feira, dia 7 de janeiro.

Em 2020 foram iniciados 2.270 processos de insolvência, que representam um crescimento de 3,2% face a 2019 (+71 casos). Na maioria dos setores de atividade, os valores são semelhantes aos de 2019, contudo, o Alojamento e a Restauração apresentam uma subida de 106 casos face ao ano passado, totalizando 292 novas insolvências.

Já no que diz respeito à constituição de novas empresas, os setores ligados ao turismo, voltaram a apresentar um desempenho em sentido decrescente.

Numa análise regional à constituição de novas empresas desde o final do 1º estado de emergência, verifica-se uma tendência contrária entre litoral e interior, com a esmagadora maioria dos distritos do litoral a recuarem face ao período homólogo enquanto todos os distritos do interior registam aumentos de novas empresas. Os nascimentos de empresas nos distritos do interior representam 18% do total do país, um aumento de 3% face a 2019”, nota o estudo.

De forma global, a constituição de novas empresas, em 2020, caiu 24% face ao ano anterior (atingindo as 37.558 entidades), o que corresponde a um valor semelhante ao que se registou em 2016.

Com uma descida nos dois primeiros meses do ano (-17%), a constituição de novas empresas decorreu ao ritmo da pandemia e das consequentes restrições. Assim, durante o confinamento de março e abril, registou uma quebra acentuada de, respetivamente, -44% e -70%.

Com a evolução da pandemia, o alívio das medidas restritivas e a reabertura da economia, houve um aumento no número de novas empresas e, diz o estudo, “este indicador já apresentou valores acima de 2019”, ainda que, no último trimestre, as constituições tenham recuado novamente face ao período homólogo (-19%).

Resiliência para 2021

Para 2021, o relatório admite que “43% das empresas portuguesas têm um nível de Resiliência Financeira Elevado ou Médio-alto, facto que lhes permite enfrentar a crise económica motivada pela pandemia de Covid-19 de forma mais robusta do que as restantes”, ainda que “15% das empresas apresentem maior risco de não conseguir resistir à crise”.

Esta percentagem resulta do cruzamento de dois indicadores desenvolvidos pela Informa D&B – Indicador de Resiliência Financeira e indicador de Risco de Failure (que reflete a probabilidade de uma entidade cessar a sua atividade nos próximos 12 meses com dívidas por liquidar), ou seja, existem 3% de empresas que registam um Risco de Failure Elevado e 12% que, apresentando um Risco de Failure Moderado, têm um nível de Resiliência Financeira Mínimo ou Reduzido”, apurou o estudo.

O Barómetro da Informa D&B apurou ainda que “os impactos da pandemia foram sentidos de forma assimétrica nos diversos setores de atividade do tecido empresarial” e que “mais de 205 mil entidades do tecido empresarial (cerca de um terço do total) estão em atividades classificadas com grau de impacto Alto, isto é, encontram-se em setores fortemente afetados pelas medidas de contenção da pandemia”.

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