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“The Phone House” em PER

A pandemia que assola o mundo tem contribuído para a degradação da situação financeira de diversas empresas, causando limitações à atividade económica e uma quase paralisação do retalho físico.

Este choque económico acelerou a necessidade de reestruturação da Phone House, adquirida pela Digital Place em 2015, a qual já havia recorrido a uma reestruturação, que resultou em dois períodos consecutivos de melhorias.

Ainda que a situação financeira da empresa se tenha agravado no último ano devido a vários fatores, entre os quais: a competitividade do mercado, o regime promocional com bastantes campanhas/publicidade e a maior presença de operadores com lojas próprias, a verdade é que foi o contexto atual que precipitou a necessidade de reestruturação.

Foi assim que a Phone House entrou em Processo Especial de Revitalização (PER), um mecanismo judicial que evita a insolvência das empresas e lhes dá a oportunidade de garantir a viabilidade do negócio e liquidar as suas dívidas. O anúncio foi publicado pelo juízo de comércio de Sintra do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste e o processo já conta com um administrador judicial provisório.

O documento partilhado não especifica a quantia devida, mas uma fonte próxima do processo partilhou com o Jornal ECO que está em causa uma dívida de cerca de 10 milhões de euros, sendo a Samsung a principal credora, com cerca de 10% dos créditos.  O resultado poderá culminar no perdão de dívida, na reestruturação profunda do negócio, na reestruturação da própria dívida ou na sua conversão em capital.

A empresa conta com cerca de 100 lojas multioperador, entre as quais 30 em regime de franchising. A Phone House é ainda o operador das lojas da Samsung e de, pelo menos, uma loja Huawei – a do Colombo.

No ano passado estima-se que terá gerado um volume de negócios de cerca de 30 milhões de euros.

 

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