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J. Crew declara insolvência

A J. Crew, marca americana que ficou conhecida por vestir Michelle Obama, enfrenta dificuldades há já alguns anos, agora agravadas pela crise provocada pela COVID-19.

Neste sentido, a Chinos Holding, matriz da cadeia, entregou, no mês passado, o pedido de insolvência num tribunal da Virginia e requereu a proteção dos credores, juntamente com uma proposta de reestruturação da dívida e de encerramento das lojas em troca da cedência da propriedade aos credores que possuem 71% da dívida, no valor de 1,65 mil milhões de dólares. Ademais, a empresa garantiu 400 milhões de dólares em financiamento, através dos credores do Anchorage Capital Group LLC.

Anteriormente ao surto, a J.Crew estava a planear avançar com uma oferta pública para a sua marca Madewell, mas a volatilidade do mercado contribuiu para a desvalorização da mesma.

Assim, conforme afirmado pela J. Crew, a Madewell continuará a pertencer-lhe, integrando o pedido de insolvência. De todo o modo, não se pode descartar a ideia de que acabará por sair do grupo, uma vez que está a ter melhor desempenho do que a marca principal. No ano fiscal de 2019, a J.Crew registou uma queda de 4% nas vendas, para 1,7 mil milhões de dólares (com um prejuízo de 78,8 milhões de dólares), enquanto a Madewell cresceu 14%, atingindo 602,4 milhões de dólares em vendas.

Esta já não é a primeira vez que a J. Crew passa por dificuldades. Em 2011, a marca havia sido comprada por dois fundos de capital de risco, em 2014 foi negociada a sua venda à japonesa Fast Retailing, proprietária da Uniglo e, em 2017, evitava-se a insolvência mediante um acordo com os credores para reduzir a dívida e adiar os prazos para pagamento.

 

 

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